Iniciativa transforma biodiversidade amazônica em ingredientes cosméticos de origem responsável
A ação vai impactar cerca de 1200 pessoas em 25 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari, no Médio Juruá, no Amazonas
29 de setembro de 2026

A BASF lançou o Standing Forest, uma iniciativa que une ciência, tecnologia e conhecimento tradicional para desenvolver ingredientes cosméticos de origem responsável, baseados em produtos florestais não madeireiros da Amazônia. O projeto busca transformar a biodiversidade em oportunidades sustentáveis para o mercado de cuidados pessoais, sem comprometer a conservação da floresta.
Três pilares interdependentes
O programa se apoia em três eixos que se reforçam mutuamente: conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e desenvolvimento das comunidades locais. A proposta é garantir benefícios sociais e econômicos enquanto preserva o ecossistema amazônico. A BASF combina pesquisa científica 100% brasileira com o saber tradicional das comunidades e cadeias produtivas rastreáveis, ampliando seu portfólio com ingredientes derivados da floresta.
Pesquisa e inovação
O desenvolvimento técnico começou na planta de Jacareí (SP), onde quatro rotas de pesquisa exploram novos ingredientes a partir de óleos e resíduos de cadeias já estabelecidas. A primeira aplicação prática ocorre no Médio Juruá (AM), região reconhecida pela riqueza da andiroba, árvore cujo óleo é amplamente utilizado em cosméticos e produtos naturais.
Impacto social e parceria comunitária
A iniciativa prevê capacitar coletores em práticas sustentáveis de manejo da andiroba, com foco na inclusão de mulheres e no fortalecimento de cerca de 200 famílias em 25 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari. Em conformidade com a legislação brasileira, a BASF firmou acordos de consentimento prévio e repartição de benefícios com as comunidades locais, garantindo transparência e valorização do conhecimento tradicional.

Rede colaborativa e visão de longo prazo
O Standing Forest integra uma rede de ONGs, empresas e instituições que atuam no monitoramento florestal e na capacitação comunitária. O objetivo é expandir o modelo para outras regiões da Amazônia, sempre priorizando o desenvolvimento local e a conservação ambiental.
“Não existe conservação sem geração de renda local, e não há desenvolvimento comunitário duradouro sem proteção da floresta”, afirma Fábio Cahen, diretor de cuidados pessoais da BASF América do Sul.
Relevância para o mercado cosmético
O projeto responde a tendências globais do setor de beleza: ingredientes de origem responsável, alternativas renováveis e rastreabilidade. Pesquisas da Mintel e WGSN mostram que 65% dos consumidores brasileiros estão dispostos a pagar mais por produtos “limpos”, e 52% da geração Z evita marcas percebidas como insustentáveis.
Cetiol® Forest CG: o primeiro fruto da floresta em cosméticos
O primeiro produto da iniciativa, o Cetiol® Forest CG, é um emoliente de alto desempenho derivado do óleo de andiroba. O processo utiliza etanol renovável em vez de metanol convencional, transformando frações antes descartadas em um ingrediente de alto valor agregado para cuidados com pele e cabelo. O resultado é um exemplo concreto de como a bioeconomia amazônica pode unir inovação, sustentabilidade e impacto social positivo.

Lançamento oficial
A BASF apresentou o Standing Forest e o Cetiol® Forest CG durante a In-Cosmetics Latin America, realizada nos dias 23 e 24 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo — um marco para a indústria cosmética que busca alinhar beleza e responsabilidade ambiental.
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