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Agro

Terras agrícolas ganham espaço entre investidores e mostram retorno médio anual de 11,2% em série histórica

Apresentação durante a Imersão Dinheiro no Agro mostrou que o investimento em terras agrícolas combina valorização imobiliária, geração de renda e diversificação

23 de setembro de 2026

Dados foram apresentados pela Tane Capital durante a terceira edição da Imersão Dinheiro no Agro
Dados foram apresentados pela Tane Capital durante a terceira edição da Imersão Dinheiro no AgroFoto: Divulgação

O investimento em terras agrícolas voltou ao centro das discussões sobre diversificação patrimonial e exposição ao agronegócio. Durante a Imersão Dinheiro no Agro, realizada em São Paulo, a Tane Capital apresentou dados que reforçam o potencial do ativo rural: entre 1970 e 2019, o índice NCREIF Total Farmland registrou retorno médio anual de 11,2%. A gestora administra hoje R$ 1,8 bilhão, 45,3 mil hectares e quatro Fiagros, consolidando-se como uma das principais referências do setor.

A apresentação foi conduzida por Marconi Silva, cofundador da Tane, diante de um grupo de 30 participantes — produtores, empresários, sucessores e gestores — que acompanharam uma programação distribuída entre o Farol Santander, B3 e XP Investimentos.

Terra como ativo financeiro

Silva destacou que a terra agrícola deixou de ser vista apenas como fator de produção e passou a ser tratada como ativo financeiro, capaz de combinar valorização imobiliária, geração de renda via arrendamento, diversificação e proteção patrimonial.

Marconi Silva, cofundador da Tane Capital
Marconi Silva, cofundador da Tane CapitalFoto: Divulgação

Segundo ele, a dinâmica global reforça esse movimento. Em 1970, havia 81 habitantes para cada 100 hectares de terras agrícolas. Em 2020, o número subiu para 162 habitantes, e a projeção para 2050 aponta 202 habitantes por 100 hectares — cenário que evidencia pressão crescente sobre uma base limitada de áreas produtivas. Fatores como crescimento populacional, mudanças alimentares e demanda por biocombustíveis sustentam a procura por terras.

Caminhos para investir: da compra direta aos Fiagros

A exposição ao mercado de terras pode ocorrer por diferentes vias:

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Compra direta de fazendas,

Ações de empresas ligadas ao setor,

Fundos de investimento, especialmente os Fiagros.

Silva destacou que os Fiagros democratizam o acesso ao ativo rural ao exigir menor capital individual, oferecer diversificação, liquidez, gestão profissional e mecanismos de governança e proteção jurídica e ambiental. Além disso, permitem ao investidor participar da valorização imobiliária e da renda gerada por arrendamentos.

A expansão desse modelo acompanha o crescimento dos investimentos institucionais em terras agrícolas, tendência observada nos Estados Unidos desde a década de 2010, segundo dados do NCREIF.

Mercado de capitais e o agro

A Imersão também abordou instrumentos de financiamento que vêm ganhando relevância no agronegócio brasileiro, como CRA, FIDC, dívida, equity, securitização e operações de hedge. O objetivo foi ampliar o domínio dos produtores sobre números, garantias e documentação necessários para acessar diferentes fontes de capital.

Para Adriani Souza de Almeida, de Santarém (PA), a experiência aproximou teoria e prática: “Temos um armazém de grãos chamado Grãos Pará e reforço que os palestrantes são de alto nível. Trouxeram conhecimentos que vamos aplicar no dia a dia, enriquecendo nosso negócio e permitindo alavancar muito mais.”

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