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Meta da logística reversa acelera corrida pelo PET reciclado na indústria de embalagens

Com novas regras ambientais e alta da resina virgem, PET pós-consumo ganha espaço como principal alternativa para atender às exigências do Decreto Federal 12.688/2025

23 de julho de 2026

Meta da logística reversa acelera corrida pelo PET reciclado na indústria de embalagens

A indústria de embalagens plásticas vive um período de adaptação. A regulamentação da logística reversa, definida pelo Decreto Federal 12.688/2025, estabeleceu metas progressivas de reciclagem e de uso de material reciclado, pressionando empresas a rever processos e buscar novas soluções para manter a conformidade ambiental.

Entre as alternativas disponíveis, o PET reciclado pós-consumo (PET PCR) tem se destacado. Segundo o portal Mundo do Plástico, a oferta do material em escala industrial e sua capacidade de retornar ao ciclo produtivo como matéria-prima para novas embalagens colocam a resina no centro das estratégias de adequação ao decreto.

Diferentemente de outros reciclados que ainda enfrentam desafios de padronização ou volume, o PET conta com uma das cadeias de reciclagem mais estruturadas do país. O material pode ser reutilizado na fabricação de embalagens para bebidas, alimentos, higiene, limpeza e cosméticos, além de aplicações em outros setores industriais. Com isso, deixa de ser apenas uma opção ambientalmente correta e passa a ser um insumo estratégico para empresas que precisam equilibrar competitividade, sustentabilidade e exigências regulatórias.

Cadeia consolidada impulsiona avanço do PET PCR

Dados do 13º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), mostram a força dessa cadeia. Em 2024, o país reciclou 410 mil toneladas de embalagens PET — o equivalente a 53% do total descartado, ou mais de 13 bilhões de garrafas.

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Entre 2015 e 2024, o volume reciclado cresceu 49,6%, impulsionado principalmente pelo modelo bottle-to-bottle, no qual a resina reciclada retorna ao mercado como novas garrafas. Essa estrutura consolidada de coleta, processamento e reaproveitamento fortalece o papel do PET PCR e amplia a capacidade da indústria de cumprir as novas metas ambientais.

Além da regulamentação, o cenário econômico também favorece o avanço do material reciclado. A alta recente no preço da resina virgem — influenciada por oscilações no mercado internacional de petróleo e pelos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a logística global — reduziu a diferença de custo entre o PET virgem e o reciclado. Com menor distância entre os preços, fabricantes encontram menos barreiras para ampliar o uso de conteúdo reciclado.

PET PCR ganha espaço e reforça a economia circular

Com a combinação de exigências regulatórias, cadeia de reciclagem madura e condições econômicas mais favoráveis, o PET PCR tende a ocupar um espaço ainda maior na indústria de embalagens. Mais do que atender às metas da logística reversa, sua adoção fortalece a transição para um modelo produtivo em que resíduos retornam ao ciclo industrial, reduzindo a dependência de matérias-primas virgens e ampliando o potencial da economia circular.

Se quiser, posso ajustar o texto para um tom mais analítico, mais enxuto ou mais voltado para reportagem de revista.

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