Eficiência energética se torna decisiva para projetos de dessalinização e reuso de água
Integração entre bombas de alta pressão, sistemas de recuperação de energia e variadores de frequência pode reduzir o consumo e os custos operacionais de plantas de tratamento
8 de setembro de 2026

Com a necessidade crescente de reforçar a segurança hídrica, soluções como dessalinização e reuso de água ganham protagonismo nas discussões nacionais. Projeções do Banco Mundial indicam que o reuso para abastecimento e uso industrial pode crescer oito vezes até 2040, alcançando 430 milhões de m³ por dia. Já a dessalinização avança tanto no atendimento a comunidades do Semiárido quanto na redução da dependência de mananciais em operações industriais e projetos costeiros.
O avanço dessas tecnologias, porém, traz um desafio adicional: aumentar a oferta de água sem elevar proporcionalmente o consumo de energia. Em processos como a osmose reversa, a eficiência energética tornou-se decisiva para a viabilidade econômica e ambiental das plantas.
Esse será o foco da participação da Danfoss no Congresso ALADYR Brasil 2026, que ocorre em setembro, em São Paulo. A empresa apresentará uma análise sobre a relação entre eficiência, dessalinização e reuso.
Eficiência depende da integração do sistema Estudos da Danfoss mostram que a substituição de processos térmicos pela osmose reversa, somada ao avanço de tecnologias de recuperação de energia, reduziu significativamente o consumo específico das plantas nas últimas décadas.
O desafio atual, porém, vai além da escolha da tecnologia. A eficiência depende da integração entre bombas, membranas, sistemas de recuperação de energia e equipamentos de controle, que precisam operar de forma coordenada para manter o consumo mínimo em diferentes condições de funcionamento.
“É preciso deixar de olhar para equipamentos isolados e entender o desempenho do sistema como um todo. As condições de operação mudam, e a capacidade de adaptar o processo a essas variações é fundamental para evitar gasto energético desnecessário”, explica Anderson Ferreira, engenheiro de Vendas da Danfoss.
Configurações mais eficientes reduzem consumo em até 60% O consumo de eletricidade é um dos principais componentes do custo operacional de uma planta de dessalinização. Por isso, ganhos de eficiência aparentemente modestos podem representar economias expressivas ao longo dos anos.
Em uma planta com capacidade de 1.000 m³/dia, a Danfoss comparou diferentes configurações. Em um dos cenários, o consumo específico caiu de 3,6 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³. Em outro, a redução chegou a 54%, passando de 4,3 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³.
“Os números mostram por que a eficiência deve ser considerada desde a concepção dos projetos, mas também revelam o potencial de modernização de plantas existentes. Revisar condições de operação e atualizar sistemas pode gerar ganhos relevantes”, afirma Ferreira.
