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Meio Ambiente

De cavalo-marinho a tubarão: como tratadores cuidam de 170 espécies em aquário de SC

No Dia Mundial dos Animais, profissionais contam o que observam para identificar necessidades e mudanças entre os cerca de 1.500 indivíduos que vivem no local

5 de outubro de 2026

Tratadora dos pinguins também fica atenta a sinais e comportamentos de cada indivíduo
Tratadora dos pinguins também fica atenta a sinais e comportamentos de cada indivíduoFoto: Divulgação

Um cavalo-marinho que só aceita alimento na pinça. Pinguins com preferências individuais para nadar ou permanecer no ninho. Um pirarucu que exige cautela na entrada da equipe em seu habitat. Nos bastidores do Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), detalhes como esses orientam o trabalho diário de 14 tratadores responsáveis por cerca de 1.500 animais.

O aquário abriga 170 espécies distribuídas em 30 habitats, entre corais, tubarões, lontras, pinguins e cavalos-marinhos. A diversidade de porte, comportamento e características biológicas exige procedimentos específicos e atenção constante — um trabalho que vai muito além de alimentar os animais.

Observação que salva vidas - No Dia Mundial dos Animais e Dia do Tratador, a equipe destaca que o cuidado é individualizado. “Mesmo com tantos animais, o olhar do tratador é sempre para cada indivíduo”, explica Juliana Formágio, gerente de operações técnicas. “Pequenas mudanças de comportamento podem indicar problemas que o público não percebe.”

Desafios que vão do gigante ao microscópico - O pirarucu, por exemplo, demanda cautela durante a manutenção. “Ele é assustado, e eu preciso entrar no aquário junto com ele. Tudo deve ser feito com calma”, relata o tratador Daniel Segalot.

Já os corais, apesar do tamanho reduzido, exigem monitoramento rigoroso de salinidade, temperatura, iluminação e substrato, como explica a tratadora Bruna Oliveira.

Comportamento como ferramenta técnica - A convivência diária permite identificar padrões individuais. “Cada animal é único”, resume Julia Moreira.

Leonardo Cardoso reconhece cavalos-marinhos pelo modo como se alimentam: “Tem um que só come na pinça. A gente aprende a diferenciar.”

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Com os pinguins, Stefany Lorraine observa apetite, tempo na água, permanência no ninho e interação com o grupo. “Cada um tem suas particularidades. Alguns nadam mais, outros preferem ficar no ninho.”

Essas informações ajudam a equipe a detectar alterações de saúde, locomoção e possíveis lesões.

Muito além do carinho - O trabalho dos tratadores inclui limpeza dos habitats, controle da qualidade da água, registros técnicos, enriquecimento ambiental e manejo comportamental.

“Muita gente imagina que trabalhar com animais é só carinho e alimentação”, diz o tratador Anderson Luiz. “Mas, muitas vezes, o melhor manejo é respeitar o espaço do animal.”

O aquário - Inaugurado em 2019, o Oceanic Aquarium possui mais de 1 milhão de litros de água em habitats de água doce e salgada. Entre os destaques estão tubarões-mangona, pinguins-de-Magalhães, axolotes, lontras, capivaras, polvos e águas-vivas. O espaço conta com uma passarela de vidro de 30 m² sobre um tanque de 300 mil litros e mantém berçário marinho e área de imersão dedicada a aves australianas.

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